sábado, 30 de junho de 2012

Cadastro do Encontro de Cenas

domingo, 10 de junho de 2012

Rede Potiguar de Teatro promove ato público



Cultura Não É Vento

Data: 06 junho 2012 - Hora: 20:27 - Por: Portal JH

Rede Potiguar de Teatro promove ato público para chamar atenção da população e questionar as políticas culturais do Governo do Rio Grande do Norte e da Prefeitura de Natal - Foto: Daniela Pacheco
“O que queremos é tentar dar um basta a essas ações que se tornaram eventos e não ações de uma política cultural séria que deveria ser feita pela Fundação José Augusto. O que está gestão está fazendo é impor uma enxurrada de editais e que definitivamente não atendem o que as categorias culturais querem ou realmente necessitam. Já a Capitania das Artes nessa gestão não tem jeito mesmo não! O jeito é esperar que chegue o final do ano e acabe o mandato de Micarla. Diante desta situação é que a Rede Potiguar de Teatro decidiu se pronunciar através deste ato público”, declarou a diretora de teatro Ivonete Albano.

Com ventiladores em suas mãos e outros espalhados pelo chão o grupo de atores e atrizes realizou ontem durante o dia inteiro o ato público “Cultura não É Vento” em frente da Fundação José Augusto (foto), Teatro Municipal Sandoval Wanderley (que continua fechado); Teatro Alberto Maranhão e no Centro Experimental de Teatro.

O objetivo é tentar abrir mais uma vez o diálogo com a gestão atual de cultura do Governo do Estado e quem sabe ser ouvido. “A classe artística encontra-se indignada e decepcionada com o formato das políticas públicas impostas pelo Governo do Estado e a Prefeitura de Natal. Estamos aqui questionando principalmente é a falta de participação das categorias organizadas de teatro, de dança, de música, de artes visuais, entre outros, onde estes editais são feitos a revelia a classe artística só tomam conhecimento quando já está para consulta pública e o que já foi constatado que estes editais não atendem e que ficam bem distante do que deveria ser um edital de política cultural”, declara.
Ivonete, diz ainda que, “Para se ter uma idéia não somos convidados no processo de elaboração destes editais. Já tentamos de todas as formas abrir esse dialogo e não tivemos sucesso. Já enviamos até uma carta para a governadora Rosalba Ciarline com propostas onde mostrava as reais necessidades do segmento o que também não teve êxito. O Governo do Estado, a Secretária Extraordinária de Cultura e a Fundação José Augusto definitivamente fazem uma gestão publica sem ouvir e ignorando o segmento e a sociedade”.

Ao ser questionar se eles são contra os editais, ela explica que “nós queremos os editais. Mas, editais que contemplem as nossas reais necessidades. Só como exemplo, o edital do Teatro Alberto Maranhão que é direcionado para os novos talentos, onde coloca a possibilidade de dois grupos se apresentarem numa mesma noite em troca de uma pauta. Isto é, se numa mesma noite e no mesmo palco acontecem dois espetáculos como é possível se primar por uma boa iluminação, uma boa cenografia, entre outros, já que se tem que dividir o palco com outro grupo. Sem contar, que o edital não contempla a divulgação e como vai ser para formar platéia já que também o dia destinado é na terça-feira? Outro ponto que este edital não deixa claro é quanto a parte técnica porque se o grupo quiser montar sua iluminação durante o dia tem que pagar hora extra para os técnicos e diante disso como é que fica? É importante consultar quem realmente faz cultura para se ter uma noção melhor do que colocar nos editais”.
Durante o ato público os atores lembravam de outros pontos importantes que deveriam ser lembrados, como o Teatro Sandoval Wanderley que continua fechado desde 2009 por problemas estruturais e a reforma ainda não ter sido realizada mesmo com os recursos necessário já estarem disponíveis desde novembro do ano passado. “Sem contar, que corre o risco de serem devolvidos ao Ministério da Cultura por falta de documentação e um projeto executivo”.
“A Fundação José Augusto e o Governo do Estado sempre que recebe criticas publicam uma carta afirmando que fazem muito pela cultura do RN. Mas, o próprio documento (porque sempre é a mesma carta muda uma coisinha aqui outra ali) mostra a ineficiência e o egocentrismo desta gestão. A FJA está se transformando num fazedor de eventos. E, o que estamos lutando é por uma ação de Estado onde os bons programas culturais fiquem e não acabem quando termine uma gestão. Um bom exemplo é o edital Miriam Muniz do Governo Federal que é algo consistente. É isso que queremos uma política cultural séria e não eventos”, declara.

Esta ação vem confirmar o que a atriz potiguar Titina Medeiros que está no elenco da novela Cheias de Charme na TV Globo declarou em entrevista a Folha de São Paulo no último final de semana. “Parece até que a gente tinha conversado com ela. Mas, foi tudo coincidência. Este ato já estava programado para acontecer a cerca de um mês. Mas, como os anseios, as necessidades, as perspectivas e as decepções são praticamente as mesmas. Então, Titina retratou o que se passa com a cultura do Rio Grande do Norte. E, ao ver a sua entrevista pensamos pronto a nossa ação já começou e na próxima semana vai acontecer em Mossoró e o objetivo é que a cada vez que o movimento for tomando corpo passe acontecer em outros municípios. Enfim, é uma ação a nível de estado”, disse Ivonete Albano.

E, conclui a entrevista concedida para O JORNAL DE HOJE, deixando bem claro que, “nós artistas não estamos com o pires na mão. O que não queremos é retroceder já que estamos evoluindo a nível nacional. O Plano de Cultura está para ser implantado”. Diante de toda essa situação uma frase do arte educador, dramaturgo, diretor de teatro e ator Henrique

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Ato público Cultura Não É Vento, realizado pela Rede Potiguar de Teatro

Ato público Cultura Não É Vento, realizado pela Rede Potiguar de Teatro. Video: clique aqui

Artistas questionam política cultural

Artistas questionam política cultural

A Rede Potiguar de Teatro realizou nesta terça-feira, em vários pontos da cidade, o ato público "Cultura Não É Vento", onde questiona o formato das políticas públicas para o segmento cultural adotadas pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Natal. Munidos de ventiladores e faixas, atores e atrizes, devidamente caracterizados com nariz de palhaço e maquiagem, distribuíram panfletos e realizaram performance emulando a resistência contra um vendaval na calçada da Fundação José Augusto, no Tirol.


Yuno Silva
Ato público Cultura Não É Vento esteve em vários pontos de Natal, inclusive em frente à FJA
O grupo ainda protestou em frente ao Teatro Municipal Sandoval Wanderley, no Alecrim; Teatro Alberto Maranhão, Ribeira; e no Centro Experimental de Teatro, na Hermes da Fonseca; fechando a programação do ato "Cultura Não É Vento" com cortejo na Cidade Alta. "Esta é a forma que nós do teatro encontramos para dar um basta ao tipo de política cultural que vem sendo feita", disse a atriz Ivonete Albano. Ela enumerou uma série de motivos para justificar o protesto: "Esses editais lançados pela FJA/SecultRN, por exemplo, foram elaborados sem a participação dos artistas e não atendem às reais necessidades das categorias de teatro, de dança e de música, entre outras".

Outra crítica elencada pelos atores aponta para o fato dos recursos (R$ 800 mil) para a reforma do Teatro Sandoval Wanderley, principal espaço cultural do bairro do Alecrim fechado desde 2009 por problemas estruturais, estarem disponíveis desde novembro do ano passado, "mas correndo o risco de serem devolvidos ao Ministério da Cultura por falta de documentação e um projeto executivo. Sem falar na falta de respeito da Prefeitura ao não garantir verbas para o Fundo Municipal de Cultura - FIC de 2011, um direito adquirido através de edital público e previsto em lei", complementou Ivonete.

A Rede Potiguar de Teatro ainda encaminhou uma carta à governadora Rosalba Ciarlini, solicitando uma atitude diante da situação.
TN – Viver   Natal, 07 de Junho de 2012

segunda-feira, 4 de junho de 2012

#CulturaNãoéVento

Na semana do Meio-ambiente, artistas mostram que a cultura do RN também corre riscos.
                                                                                                
Nesta terça, 05/06, em 5 pontos da cidade, a Rede Potiguar de Teatro estará promovendo a ação #CulturaNãoéVento. Uma ação performática para reinvindicar reais investimentos em programas de fomento à cultura de base. Nesta ação a R.P.T. também se posiciona contra o uso do erário público para eventos grandiosos e efêmeros.

Leia a Carta e compartilhe
A ação acontecerá nos seguintes locais e horários: às 10h em frente à Fundação José Augusto, às 11h em frente ao Teatro Sandoval Wanderley, às 16h na rua João Pessoa e Rio Branco no centro, às 16h30 em frente ao T.A.M. e às 17h30 em frente ao Centro de Pesquisa teatral (ao lado do Aeroclube).

Durante a ação, além de uma performance visual, os artistas irão distribuir uma cópia da carta da Rede Potiguar de Teatro à Governadora Rosalba Ciarlini.(veja cópia da carta abaixo).

Dentre as reinvidicações está a solicitação de cumprimento da promessa de campanha da governadora, que garantiu fazer uma política cultural de fomento para além dos eventos. Outro alerta contido na carta é quanto à inviabilidade dos editais lançados pela Secretaria Extraordinária de Cultura, que, além de pulverizar verbas e não promover formação de públicos ou artistas, foram constituídos sem o menor cuidado técnico, como por exemplo, o edital de ocupação do T.A.M. que prevê que dois espetáculos ocupem a mesma pauta numa mesma noite, sem levar em consideração as montagens de luz e cenário que demandam tempos específicos para cada grupo ou artista.

Uma outra indignação da Rede Potiguar de Teatro, formada há 6 meses e constituída por 11 grupos de teatro do RN, é quanto ao edital de convocação dos representantes da classe artística na comissão do Fundo Estadual de Cultura. Esta convocatória feita em prazos inviáveis, desrespeita o príncipio de que os representantes devem ser escolhidos pela classe artística do Estado e não com as demandas do governo que criou critérios aleatórios e abusivos.

A Rede Potiguar de Teato aguarda uma resposta da governadora às reinvidicações.

CulturaNãoéVento
REDEPOTIGUARDETEATRO