quinta-feira, 11 de julho de 2013
sábado, 30 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Rede Potiguar de Teatro promove ato público
Cultura Não É Vento
Data: 06
junho 2012 - Hora: 20:27 - Por: Portal JH
Rede Potiguar de
Teatro promove ato público para chamar atenção da população e questionar as
políticas culturais do Governo do Rio Grande do Norte e da Prefeitura de Natal
- Foto: Daniela Pacheco
“O que queremos é tentar dar um basta a essas
ações que se tornaram eventos e não ações de uma política cultural séria que
deveria ser feita pela Fundação José Augusto. O que está gestão está fazendo é
impor uma enxurrada de editais e que definitivamente não atendem o que as
categorias culturais querem ou realmente necessitam. Já a Capitania das Artes
nessa gestão não tem jeito mesmo não! O jeito é esperar que chegue o final do
ano e acabe o mandato de Micarla. Diante desta situação é que a Rede Potiguar
de Teatro decidiu se pronunciar através deste ato público”, declarou a diretora
de teatro Ivonete Albano.
Com ventiladores em suas mãos e outros
espalhados pelo chão o grupo de atores e atrizes realizou ontem durante o dia
inteiro o ato público “Cultura não É Vento” em frente da Fundação José Augusto
(foto), Teatro Municipal Sandoval Wanderley (que continua fechado); Teatro
Alberto Maranhão e no Centro Experimental de Teatro.
O objetivo é tentar abrir mais uma vez o
diálogo com a gestão atual de cultura do Governo do Estado e quem sabe ser
ouvido. “A classe artística encontra-se indignada e decepcionada com o formato
das políticas públicas impostas pelo Governo do Estado e a Prefeitura de Natal.
Estamos aqui questionando principalmente é a falta de participação das
categorias organizadas de teatro, de dança, de música, de artes visuais, entre
outros, onde estes editais são feitos a revelia a classe artística só tomam
conhecimento quando já está para consulta pública e o que já foi constatado que
estes editais não atendem e que ficam bem distante do que deveria ser um edital
de política cultural”, declara.
Ivonete, diz ainda que, “Para se ter uma
idéia não somos convidados no processo de elaboração destes editais. Já
tentamos de todas as formas abrir esse dialogo e não tivemos sucesso. Já
enviamos até uma carta para a governadora Rosalba Ciarline com propostas onde
mostrava as reais necessidades do segmento o que também não teve êxito. O
Governo do Estado, a Secretária Extraordinária de Cultura e a Fundação José
Augusto definitivamente fazem uma gestão publica sem ouvir e ignorando o
segmento e a sociedade”.
Ao ser questionar se eles são contra os
editais, ela explica que “nós queremos os editais. Mas, editais que contemplem
as nossas reais necessidades. Só como exemplo, o edital do Teatro Alberto
Maranhão que é direcionado para os novos talentos, onde coloca a possibilidade
de dois grupos se apresentarem numa mesma noite em troca de uma pauta. Isto é,
se numa mesma noite e no mesmo palco acontecem dois espetáculos como é possível
se primar por uma boa iluminação, uma boa cenografia, entre outros, já que se
tem que dividir o palco com outro grupo. Sem contar, que o edital não contempla
a divulgação e como vai ser para formar platéia já que também o dia destinado é
na terça-feira? Outro ponto que este edital não deixa claro é quanto a parte
técnica porque se o grupo quiser montar sua iluminação durante o dia tem que
pagar hora extra para os técnicos e diante disso como é que fica? É importante
consultar quem realmente faz cultura para se ter uma noção melhor do que
colocar nos editais”.
Durante o ato público os atores lembravam de
outros pontos importantes que deveriam ser lembrados, como o Teatro Sandoval
Wanderley que continua fechado desde 2009 por problemas estruturais e a reforma
ainda não ter sido realizada mesmo com os recursos necessário já estarem
disponíveis desde novembro do ano passado. “Sem contar, que corre o risco de
serem devolvidos ao Ministério da Cultura por falta de documentação e um
projeto executivo”.
“A Fundação José Augusto e o Governo do
Estado sempre que recebe criticas publicam uma carta afirmando que fazem muito
pela cultura do RN. Mas, o próprio documento (porque sempre é a mesma carta
muda uma coisinha aqui outra ali) mostra a ineficiência e o egocentrismo desta
gestão. A FJA está se transformando num fazedor de eventos. E, o que estamos
lutando é por uma ação de Estado onde os bons programas culturais fiquem e não
acabem quando termine uma gestão. Um bom exemplo é o edital Miriam Muniz do
Governo Federal que é algo consistente. É isso que queremos uma política
cultural séria e não eventos”, declara.
Esta ação vem confirmar o que a atriz
potiguar Titina Medeiros que está no elenco da novela Cheias de Charme na TV
Globo declarou em entrevista a Folha de São Paulo no último final de semana.
“Parece até que a gente tinha conversado com ela. Mas, foi tudo coincidência.
Este ato já estava programado para acontecer a cerca de um mês. Mas, como os
anseios, as necessidades, as perspectivas e as decepções são praticamente as
mesmas. Então, Titina retratou o que se passa com a cultura do Rio Grande do
Norte. E, ao ver a sua entrevista pensamos pronto a nossa ação já começou e na
próxima semana vai acontecer em Mossoró e o objetivo é que a cada vez que o
movimento for tomando corpo passe acontecer em outros municípios. Enfim, é uma
ação a nível de estado”, disse Ivonete Albano.
E, conclui a entrevista concedida para O JORNAL DE HOJE, deixando bem claro que, “nós artistas não estamos com o pires na mão. O que não queremos é retroceder já que estamos evoluindo a nível nacional. O Plano de Cultura está para ser implantado”. Diante de toda essa situação uma frase do arte educador, dramaturgo, diretor de teatro e ator Henrique
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Ato público Cultura Não É Vento, realizado pela Rede Potiguar de Teatro
Ato público Cultura Não É Vento, realizado pela Rede Potiguar de Teatro. Video: clique aqui
Artistas questionam política cultural
Artistas questionam política cultural
A Rede
Potiguar de Teatro realizou nesta terça-feira, em vários pontos da cidade, o
ato público "Cultura Não É Vento", onde questiona o formato das
políticas públicas para o segmento cultural adotadas pelo Governo do Estado e
pela Prefeitura de Natal. Munidos de ventiladores e faixas, atores e atrizes,
devidamente caracterizados com nariz de palhaço e maquiagem, distribuíram
panfletos e realizaram performance emulando a resistência contra um vendaval na
calçada da Fundação José Augusto, no Tirol.

Yuno Silva

Ato público Cultura Não É Vento esteve
em vários pontos de Natal, inclusive em frente à FJA
O grupo ainda
protestou em frente ao Teatro Municipal Sandoval Wanderley, no Alecrim; Teatro
Alberto Maranhão, Ribeira; e no Centro Experimental de Teatro, na Hermes da
Fonseca; fechando a programação do ato "Cultura Não É Vento" com
cortejo na Cidade Alta. "Esta é a forma que nós do teatro encontramos para
dar um basta ao tipo de política cultural que vem sendo feita", disse a
atriz Ivonete Albano. Ela enumerou
uma série de motivos para justificar o protesto: "Esses editais lançados
pela FJA/SecultRN, por exemplo, foram elaborados sem a participação dos
artistas e não atendem às reais necessidades das categorias de teatro, de dança
e de música, entre outras".
Outra crítica elencada pelos atores aponta para o fato dos recursos (R$ 800 mil) para a reforma do Teatro Sandoval Wanderley, principal espaço cultural do bairro do Alecrim fechado desde 2009 por problemas estruturais, estarem disponíveis desde novembro do ano passado, "mas correndo o risco de serem devolvidos ao Ministério da Cultura por falta de documentação e um projeto executivo. Sem falar na falta de respeito da Prefeitura ao não garantir verbas para o Fundo Municipal de Cultura - FIC de 2011, um direito adquirido através de edital público e previsto em lei", complementou Ivonete.
A Rede Potiguar de Teatro ainda encaminhou uma carta à governadora Rosalba Ciarlini, solicitando uma atitude diante da situação.
Outra crítica elencada pelos atores aponta para o fato dos recursos (R$ 800 mil) para a reforma do Teatro Sandoval Wanderley, principal espaço cultural do bairro do Alecrim fechado desde 2009 por problemas estruturais, estarem disponíveis desde novembro do ano passado, "mas correndo o risco de serem devolvidos ao Ministério da Cultura por falta de documentação e um projeto executivo. Sem falar na falta de respeito da Prefeitura ao não garantir verbas para o Fundo Municipal de Cultura - FIC de 2011, um direito adquirido através de edital público e previsto em lei", complementou Ivonete.
A Rede Potiguar de Teatro ainda encaminhou uma carta à governadora Rosalba Ciarlini, solicitando uma atitude diante da situação.
TN – Viver Natal, 07 de Junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
#CulturaNãoéVento
Na semana do Meio-ambiente, artistas mostram
que a cultura do RN também corre riscos.
Nesta terça, 05/06, em 5 pontos da cidade, a Rede
Potiguar de Teatro estará promovendo a ação #CulturaNãoéVento. Uma
ação performática para reinvindicar reais investimentos em programas de fomento
à cultura de base. Nesta ação a R.P.T. também se posiciona contra o uso do
erário público para eventos grandiosos e efêmeros.
![]() |
| Leia a Carta e compartilhe |
Durante a ação, além de uma performance visual, os
artistas irão distribuir uma cópia da carta da Rede Potiguar de Teatro à
Governadora Rosalba Ciarlini.(veja cópia da carta abaixo).
Dentre as reinvidicações está a solicitação de
cumprimento da promessa de campanha da governadora, que garantiu fazer uma
política cultural de fomento para além dos eventos. Outro alerta contido na
carta é quanto à inviabilidade dos editais lançados pela Secretaria
Extraordinária de Cultura, que, além de pulverizar verbas e não promover
formação de públicos ou artistas, foram constituídos sem o menor cuidado técnico,
como por exemplo, o edital de ocupação do T.A.M. que prevê que dois espetáculos
ocupem a mesma pauta numa mesma noite, sem levar em consideração as montagens
de luz e cenário que demandam tempos específicos para cada grupo ou artista.
Uma outra indignação da Rede Potiguar de Teatro,
formada há 6 meses e constituída por 11 grupos de teatro do RN, é quanto ao
edital de convocação dos representantes da classe artística na comissão do
Fundo Estadual de Cultura. Esta convocatória feita em prazos inviáveis,
desrespeita o príncipio de que os representantes devem ser escolhidos pela
classe artística do Estado e não com as demandas do governo que criou critérios
aleatórios e abusivos.
A Rede Potiguar de Teato aguarda uma resposta da
governadora às reinvidicações.
CulturaNãoéVento
REDEPOTIGUARDETEATRO
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